9 de agosto de 2020
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É possível crescer mesmo diante de uma crise econômica sem precedentes, em meio ao caos gerado pela pandemia do Coronavírus? Segundo dados apresentados ontem, 04 de maio, pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, parece que as exportações do agronegócio têm, mais do que nunca, movimentado o cenário econômico brasileiro.

Por certo, você nem acreditaria quem são os nossos principais clientes: o comércio asiático, sobretudo a própria China!

Mas a quê se deve esse crescimento? E de quanto estamos falando? Será que a sua empresa pode se beneficiar com isso?

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Balança Comercial e Superavit Primário

Antes de mais nada, é preciso considerar que vivemos um momento com registros históricos em termos de redução nas importações. Efeito das suspensões ocasionadas pela pandemia de COVID-19.

Dito isso, parece um pouco mais plausível dizer que em meio à crise, estejamos com um superávit (movimento de exportações maior que o de importações) em torno de US$ 6,7 bilhões levando em conta somente o mês de abril. Segundo os órgãos competentes, este é o melhor resultado para o mês desde 2017.

Nesse sentido, mais que comemorar é preciso entender quais os bens exportados e a quais mercados estamos atendendo.

Quais produtos cresceram em termos de exportações?

Nessa lógica, considerando a queda na produção e logo nas exportações de alguns produtos semimanufaturados, como celulose e couro.

Por outro lado tivemos um crescimento exponencial no que diz respeito ao mercado de soja em grãos (+73,5%), minério de ferro (+49%) e carne suína (+40,5%).

Os resultados parciais do primeiro quadrimestre de 2020 demonstram que as exportações brasileiras para a Ásia subiram aproximadamente 15,5%. Desse modo, o mercado asiático, sobretudo o chinês, representa hoje quase a meta (47,2%) do total de nossas exportações.

Mas e a alta do dólar?

Inegavelmente, essa é uma questão delicada que está diretamente ligada ao crescimento de nossas exportações. Evidentemente a flutuação do dólar afeta nossa economia em diferentes níveis.

Por um lado, as empresas que precisam importar matéria-prima, por exemplo, sofrem com o dólar alto. Em contrapartida, com a nossa moeda desvalorizada, nos tornamos fornecedores potenciais de países que têm melhores condições de compra, o que fortalece laços comerciais.

Mas será que vale a pena? Mesmo assim, é preciso analisar o quanto os lucros com as exportações cobrem as despesas das importações. Sem, no entanto, afetar profundamente os preços repassados ao consumidor final.

O que é preciso fazer para começar a exportar produtos?

Em tempos de bloqueios e suspensão de atividades em vários municípios e empresas, pode parecer bastante audacioso pensar em exportar seus produtos.

Ainda assim, como vimos no começo deste artigo, os dados recentes sobre as exportações são altamente positivos. Então, porque não apostar nessa estratégia comercial?

Se acaso a sua empresa produz mercadorias que deseja exportar a outros países e você não sabe por onde começar, listas alguns passos que poderão ajudá-lo nesse processo.

  • A primeira medida é obter o RADAR (Registro de Habilitação no Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros), através deste registro é que a Receita tem controle das atividades de exportações comerciais realizadas por empresas brasileiras;
  • O segundo passo é obter o REI (Registro de Importadores e Exportadores) e no SISCOMEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior);
  • Feitos estes primeiros procedimentos de registro, é necessário contratar uma instituição financeira para converter os valores que a sua empresa receber em moeda estrangeira;
  • Realizar um estudo sobre os preços aplicados ao seu tipo de mercadoria no país em que deseja vender;
  • Contar com a orientação de um contador especializado em exportações que poderá lhe orientar quanto aos tributos incidentes sobre a remessa de produtos ao exterior; e
  • Criar um bom planejamento logístico.

E então, gostou dessas notícias? Sua empresa já trabalha com exportações? Conte para a gente a sua experiência. E para conhecer mais artigo como este, siga acompanhando nossos canais de comunicação.

Até a próxima!

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