22 de abril de 2019
Modelos de planilhas e conteúdos sobre gestão empresarial

Desde o segundo semestre de 2018 as mudanças do sistema tributário brasileiro, especialmente o eSocial, têm sido assunto entre empreendedores. Gerando muitas dúvidas sobre sua aplicação prática, benefícios e impactos na gestão das empresas.

Nesse sentido, o cronograma de implantação iniciado em 2018, já é familiar para muitos. Entretanto, como sua aplicação é dividida em uma série de etapas e abrange diversos itens, é fundamental que empresários de todos os segmentos entendam a fundo em que consiste e como funciona este importante sistema.

Por isso, nós da equipe SIGE Cloud, preparamos este artigo compilando as informações necessárias para esclarecer todas as suas dúvidas.

O que é o eSocial?

Em linhas gerais, o eSocial, instituído através do Decreto nº 8373/14, tem o objetivo de sintetizar as informações em um único sistema. Reunindo uma série de declarações e documentos, simplificando o cumprimento de obrigações previdenciárias, trabalhistas e fiscais. Além de agilizar o trabalho dos contadores.

Na prática as empresas ficam obrigadas a enviar regularmente as informações para a plataforma do eSocial. Informações estas que já são registradas, separadamente em modo físico ou online. Com o novo sistema, esse processo foi unificado. Agora todos os registros serão obrigatoriamente informados no portal eSocial Empresas.

Quais documentos fazem parte do eSocial?

Não só a folha de pagamento, como também outros 14 documentos estão compreendidos neste novo sistema. Em síntese, imagine que até bem pouco tempo, sua empresa declarava e pagava por eles individualmente. Agora, além de entregá-los todos de uma só vez, eles ficam disponíveis para consulta online. Parece um bom negócio, não é mesmo?

Confira, então, os documentos que fazem parte do eSocial:

  • Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED)
  • Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP)
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)
  • Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT)
  • Livro de Registro de Empregados (LRE)
  • Relação Anual de Informações Sociais (RAIS)
  • Comunicação de Dispensa (CD)
  • Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP)
  • Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF)
  • Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF)
  • Quadro de Horário de Trabalho (QHT)
  • Manual Normativo de Arquivos Digitais (MANAD)
  • Guia da Previdência Social (GPS)
  • Guia de Recolhimento do FGTS (GRF)

Benefícios

Primordialmente, o grande benefício dessa implantação, no que diz respeito aos empresários, é a centralização de informações, redução de erros e desburocratização. Dessa forma, há uma tendência à redução de erros, envio de documentos em duplicidade ou faltantes.

Por outro lado, para o Governo Federal, as vantagens são a sistematização na apuração de informações. Assim, facilita a fiscalização, reduz os índices de sonegação e tende a aumentar as receitas oriundas de tributos.

Cronograma de implantação para 2019

Primeiro grupo – Empresas com faturamento anual, no ano de 2016, superior a R$ 78 milhões

  • Janeiro/2019: deverão ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador.

Segundo grupo – Demais empresas privadas, incluindo Simples e MEIs que possuam empregados

  • Janeiro/2019: substituição da GFIP (Guia de informações à Previdência Social) e compensação cruzada.
  • Janeiro/2019: envio dos dados de segurança e saúde do trabalhador.

Terceiro grupo – Entes Públicos

  • Janeiro/2019: apenas informações relativas aos órgãos, ou seja, cadastros dos empregadores e tabelas.
  • Março/2019: nesta fase, passa a ser obrigatório enviar informações relativas aos servidores e seus vínculos com os órgãos (eventos não periódicos). Exemplo: admissões, afastamentos e desligamentos.
  • Maio/2019: torna-se obrigatório o envio das folhas de pagamento.
  • Julho/2019: substituição da GFIP (Guia de Informações à Previdência) e compensação cruzada.
  • Julho/2019: na última fase, deverão ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador.

Quarto grupo – Segurado Especial e Pequeno Produtor Rural Pessoa Física

  • Janeiro/2019: apenas informações relativas às empresas, ou seja, cadastros do empregador e tabelas.
  • Março/2019: nesta fase, as empresas passam a ser obrigadas a enviar informações relativas aos trabalhadores e seus vínculos com as empresas (eventos não periódicos), como admissões, afastamentos e desligamentos.
  • Maio/2019: torna-se obrigatório o envio das folhas de pagamento.
  • Julho de 2019: substituição da GFIP (Guia de Informações à Previdência) e compensação cruzada.
  • Julho de 2019: devem ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador.

Penalidades

Apesar de trazer diversas mudanças, a aplicação deste sistema, não altera as penalidades que já vem sendo aplicadas às empresas que descumpram suas obrigações. Ou seja, não é algum tipo específico de multa às organizações que não aderirem ao programa imediatamente. Em contrapartida, o processamento e quitação das obrigações da empresa frente à administração federal “ficará praticamente inviável, se ela não se adequar ao eSocial”.

Restaram dúvidas? Não perca tempo, acesse: Portal eSocial.

Show Full Content
Anterior Como fazer uma boa Gestão de Produção?
Próximo Sistema ERP Online 2019: muitos recursos em um só lugar
Fechar

Próximo conteúdo

Fechar

Redes Sociais: como introduzir sua empresa no mundo digital

8 de junho de 2015
Fechar