14 de dezembro de 2019
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Sem dúvida, falar em empreendedorismo feminino é considerar uma série de lutas para garantir direitos, espaço no mercado de trabalho, salários e oportunidades mais igualitárias.

Mas sobretudo, em pleno ano de 2019, falar sobre empreendedorismo feminino implica em discutir entraves, desafios e como é esse outro jeito de fazer gestão empresarial.

Diante destas questões e contemplando a importante data definida pela ONU como Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino – 19 de novembro – é que desenvolvemos este artigo. Fique atenta/o a esta leitura e conheça alguns dos percalços e sucessos desse modo de gerenciar que está transformando o cenário econômico do país.

A desigualdade de oportunidades

Mesmo com todas as mudanças no mercado de trabalho, homens ainda ganham mais e são profissionais mais respeitados.

Antes de mais nada, para entender a força do empreendedorismo feminino, é necessário considerar alguns dados importantes. Não bastasse todo um histórico de violência física, com dados alarmantes como o de que o Brasil é o quinto país no ranking mundial de feminicídio. Ao analisar as informações sobre o mercado de trabalho e oportunidades das mulheres no país, a violência toma outras proporções.

Por exemplo, no que diz respeito à escolaridade, as mulheres brasileiras têm, em média, 16% mais formação acadêmica que os homens. No entanto, recebem remunerações 22% menores. E sabe o pior dessa história? Segundo as estimativas realizadas pelo Fórum Econômico Mundial , levará mais 100 anos para equilibrar essa diferença.

Em contrapartida, atualmente mais de 45% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres. Ou seja, apesar de todos os preconceitos que desfavorecem a promoção de carreiras femininas, as mulheres têm conquistado posições impressionantes. Muito disso se deve a um movimento que vem ganhando força nos últimos anos, o empreendedorismo feminino.

Estudos recentes apontam que mais de 45% das novas empresas brasileiras são lideradas por mulheres.

Nesse sentido, é fundamental, aproveitar esta data tão importante para discutir e garantir a visibilidade deste fenômeno de transformação social que está mudando a cara dos negócios nos mais variados segmentos.

O que é empreendedorismo feminino?

De acordo com o dados de 2019, do Sebrae, há mais de 24 milhões mulheres empreendendo no Brasil.

Apesar dessa pergunta parecer bastante banal, é importante entender que o Empreendedorismo feminino compreende toda e qualquer atividade empresarial liderada por mulheres. Além disso, vale salientar que empreender não se resume apenas às grandes empresas já existentes no mercado. Mais que uma variação da maneira de gerenciar já conhecida, sobretudo em se tratando de mulheres, o empreendedorismo está muito mais ligado a um processo de empoderamento, de autonomia financeira, conquista de espaço, voz e visibilidade.

Assim, desde as líderes de movimentos digitais que criam suas startups super tecnológicas (conquistando um espaço que era marcadamente masculino). Até aquela que faz compras de roupa na capital, para revender em sua cidade, a que abre a própria loja de roupas, ou a que faz doces e salgados por encomenda, todas elas são sim empreendedoras.

Dessa forma, essa discussão não diz respeito apenas à empresa e geração de lucro. Diz respeito, especialmente, ao fato de que muitas mulheres estão conquistando espaços de destaque na sociedade, sustentando suas famílias e produzindo um efeito bastante interessante de transformação em suas comunidades. Inclusive, há diversas pesquisas que apontam que mulheres donas do próprio dinheiro tendem a investir mais em educação e cultura, para si e para os membros de sua família. Logo, esse investimento, retorna como uma série de benefícios a toda a sociedade.

Desafios do passado e do presente

Lidar com o preconceito e equilibrar as demandas de vida pessoal com o trabalho são os principais obstáculos das empreendedoras brasileiras.

Mesmo que a temática feminista pareça estar desgastada, sua relevância é inegável. Apesar de todos os direitos conquistados, voto, pílula, roupas, presença massiva no mercado de trabalho, formação acadêmia de qualidade, etc. Ainda é necessário desmistificar certos preconceitos antigos, como os que ligam a mulher apenas aos serviços domésticos e maternais.

Os espaços em áreas como tecnologia, engenharias, economia e indústria, de modo geral, ainda apresentam obstáculos para o ingresso de mulheres. Sem dúvida, o maior desafio é desconstruir a arcaica noção de que são biologicamente inferiores aos homens. E que por isso, seriam menos capazes de exercer cargos de gestão empresarial e financeira.

Outro fator que tende impactar os negócios é que muitas empresárias, não tem sua autoridade respeitada, como a de um homem. Ou, em alguns casos, podem até ser intimidadas por gestores homens. Dessa forma, o fator auto-confiança pode ser decisivo para a saúde da empresa e manutenção da posição conquistada.

Por fim, um desafio que não pode ser negligenciado é que grande parte das mulheres empreendedoras são chefes de família. Tendo que absorver diversas tarefas e um rotina extremamente exaustiva que se estende desde a casa, empresa, filhos e até mesmo formações contínuas.

Em resumo, as iniciativas lideradas por mulheres são uma tendência que chegou para ficar. Contrariando um histórico predominantemente masculino, vamos trilhando um novo caminho de trabalho e reconhecimento que está criando novas relações sociais, inovação e impulsionando cada vez mais mulheres a investirem em sua autonomia.

E como não poderia deixar de ser, encerramos este artigo com a pergunta: gostou deste conteúdo? Então, marque aqui nos comentários uma mulher empreendedora que lhe inspira e que você gostaria de homenagear!

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